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quinta-feira, 27 de abril de 2017

As mutações das palavras sem alterar a grafia. A pizza de hoje não é a mesma de ontem.

Por: Renê Sampaio - DRT 6319. Radialista e Bel em Direito

A bem da verdade, não temos autoridade para referenciar sobre o tema ortográfico e pedagógico, mas o fato curioso aconteceu esta semana numa escola da rede pública municipal de ensino. Talvez como uma forma pedagógica para informar as transformações das palavras no tempo, o diretor de uma escola convidou o prefeito e outras personalidades para acompanhar na prática a feitura de uma pizza e para os mais críticos (ao qual eu me filiou), é mais fácil ensinar o aluno a fazer pizza, do que fazê-lo conhecer de seus próprios direitos.

A palavra pizza que antes era entendida como uma massa alimentícia, hoje transformou-se ironicamente num termo de gozação aos resultados das investigações contra agentes políticos no Brasil. A atitude da direção da escola é digna de elogios, mas seria interessante também demonstrar na prática o direito que esses alunos têm a exemplo de infra-estrutura, transporte escolar de qualidade, iluminação pública e ensino com eficiência – por conta das péssimas condições das estradas vicinais, ainda tem alunos andando de pau-de-arara no município e os alunos universitários enfrentam cadeiras duras cotidianamente num percurso de 220 km, aproximadamente.

A juventude brasileira tem sofrido com as inúmeras injustiças que se cometem neste país, onde as leis de proteção aos cidadãos de bem, se confundem em sua totalidade com a proteção individual de infratores da Lei. O direito das pessoas tem sido tolhido pelas exacerbadas liberdades legislativas concedida aos criminosos. O aluno deveria, de fato, está aprendendo a fazer pizza como profissão, mas também deveria saber das leis de trânsitos, e, sobretudo, assuntos e temas da Lei Maior, especialmente no que tange aos seus DEVERES.

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